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11 dezembro, 2006

KOBE – Regressámos depois a Kobe, onde jantámos sukiyaki (fondue de bife, tofu e vegetais, um prato que ganhou a sua forma actual apenas no séc. XIX, na Era Meiji, quando a ingestão de carne deixou de ser tão mal vista, devido à influência ocidental) e pernoitámos na casa dos tios da Yoshida-san, uma família de uma inexcedível simpatia, com três crianças muito talentosas. Kobe é considerada das mais elegantes cidades do Japão, espraiando-se entre o mar e a Montanha Rokku, com Cafés e arquitectura “à ocidental”. Sempre foi um dos principais portos do país e o primeiro navio carregado de emigrantes para o Brasil saiu dali. Foi em Kobe também que trabalhou Wenceslau de Moraes, o escritor amante do Japão que mais tarde se refugiaria em Tokushima. Em Kobe foi-lhe erguida uma estátua e uma outra, mais recente, pode visitar-se precisamente em Tokushima). Para pena minha, não houve tempo para lá ir vê-la. À noite, o tio levou-nos a um passeio de carro até ao cimo da montanha Rokku. E então avistámos Kobe no esplendor da sua iluminação nocturna, espelhando-se no mar. A cena era ainda mais impressionante do que a de Hong Kong do cimo de Victoria Peak.

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