É meu!

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09 dezembro, 2006

NARITA – Mas aproximava-se o momento em que eu deixaria o Japão para regressar a Pequim. Os tios da Tokita-san, que se haviam desdobrado em incansáveis cuidados para comigo, convidaram-nos para jantar num restaurante chinês. No dia seguinte, prosseguiu a sua imparável amabilidade e levaram-me de carro, logo de manhãzinha, ao aeroporto de Narita, construído a 60 quilómetros de Tóquio! Depois do pequeno-almoço no aeroporto, despedi-me dos meus amigos que me sorriam e acenavam com simpatia. E eu pensava em como lhes poderia um dia retribuir a incomensurável hospitalidade.
Após uma bicha compacta e uma desordem pouco comum no país, encontrei-me sentada à janela de um avião da JAL. Pouco depois, sobrevoava o céu do Japão e, nas alturas, olhava a ilha verdejante tornando-se a cada segundo mais diminuta. Imagens sobrepostas da minha estadia naquele lugar do mundo assaltaram-me o espírito em profusa confusão. Eram, sobretudo, as caras sorridentes de todos os amigos que acabara de deixar; e também as dos amáveis desconhecidos que encontrara por acaso e que, com os seus pequenos gestos, emprestaram ainda mais encanto à minha viagem. Adultos, velhos, crianças: todos habitantes daquela ilha que agora parecia tão minúscula e indefesa no meio do vasto oceano. Sayonara, Nihon, sayonara!

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