29 setembro, 2007


AS CASAS JAPONESAS


Fusuma, shoji, tatami...



As casas tradicionais japonesas eram comumente construídas em madeira. Por um lado, abundava a madeira de boa qualidade e, por outro, o recurso a ela permitia uma melhor ventilação e penetração da luz, o que convinha ao tipo de clima japonês. O problema era a susceptibilidade ao fogo, mas os edifícios em madeira compensavam com a sua resistência aos terramotos, tão frequentes no Japão, e por serem de fácil construção e demolição. O famoso Horyuji, uma estrutura de madeira do séc. VII, ainda resiste, o que demonstra a excelência da madeira como material de construção.
A partir do século passado, o número de casas de cimento aumentou, mas um toque de madeira é algo de que os japoneses são incapazes de prescindir. A maior parte dos interiores das casas de cimento continua a ser de madeira, nem que se trate apenas de painéis de madeira.
Existem certas partes das casas tradicionais a que podemos chamar paredes, komai-kabe. Consistem em camadas de argila, por si só decorativas e revestidas de finas tábuas de madeira nos locais expostos à chuva. O bambu, que além de belo é extremamente robusto e elástico, está presente nas cercas e nos tectos e serve ainda como suporte para as paredes de argila. São também utilizados como caleiras, beirais de telhado ou canos de água, visto serem ocos por dentro. A pedra, devido aos frequentes tremores de terra, não é utilizada como material de construção, mas surge amiúde como degraus ligando o edifício e o jardim.

Pedras encaminhando-se para a sukiya (casa de chá) de Senkeien, Yokohama.


A preocupação cimeira na construção da habitação japonesa tradicional é a não delimitação rigorosa do espaço interior e exterior:





Procura-se a mais profunda inserção do edifício no espaço circundante, reduzir ao máximo a interferência na natureza. Cercazinhas leves de bambu, portas corrediças, jardins exteriores e interiores…

Cerca de bambu, pedras no caminho, telhado de colmo - a natureza portas adentro.


Os nakaniwa (jardins interiores) estendem em direcção ao exterior os espaços interiores. De modo a impedir a obstrução da luz ou do ar, nos nakaniwa não se podem plantar árvores de grande porte ou em grande número. A escolha das plantas tem de ser cuidadosa. Geralmente, incluem uma lanterna de pedra ou uma bacia de pedra cuja função não é meramente decorativa, se o estilo for puro.



Sukiya (casa de chá) do Daidokuji: shoji velando um nakaniwa (jardim interior) com lanterna e bacia de pedra.


Basta recordarmos as casas árabes, rodeadas de muros altos e espessos, abrindo-se apenas para o seu próprio interior, resguardando-se do exterior, para se perceber o modo diverso dos japoneses verem o mundo e nele habitarem. A privacidade, no Japão, não é conseguida através da construção de muros, de portas com fechaduras, de janelas com vidro e persianas. É conseguida através de um comportamento formal, do respeito pelo próximo e pelas regras de educação.
A parte de uma construção japonesa que mais chama a atenção é, sem dúvida, o telhado, ou os múltiplos telhados. Bem característica é a convivência de vários estilos de telhado (hisashi) no mesmo edifício. Seja qual for o tipo de telhado - kiri-zuma, yose-mune, iri-moya - apresentam beirais baixos e longos, de modo a resguardar as habitações das grandes chuvadas. A possibilidade de utilizar vários telhados diferentes facilita também a adição de novas assoalhadas.



Os telhados costumavam ser de palha e de caules de planta até à Idade Média, quando começaram a ser também utilizados o cipreste e o cedro, técnica ainda hoje visível em templos e casas rurais. Por volta do séc. VI d.C., a arquitectura budista – proveniente da China – trouxe consigo as telhas, mas passaram-se milénios até serem utilizadas em residências. Seja como for, a área ocupada pelos telhados é imensa e reina sempre uma sombra densa sob o alpendre. Como notou Junichiro Tanizaki, o grande escritor japonês: “Se o telhado japonês é um guarda-sol, o ocidental é apenas um chapelinho. Melhor, como num boné, os rebordos estão reduzidos a tão pouca coisa que os raios directos do sol podem incidir nas paredes até ao nível do telhado.” Ainda por cima, além do longo telhado, a existência de um grande beiral e de uma varanda, já para não falar do filtro dos shoji (divisórias com aberturas cobertas com papel de arroz) permitem que apenas um pálido reflexo da luz do jardim penetre no interior. Tal espelha bem o gosto japonês pela sombra, pelos ambientes velados e a sua profunda repulsa pelo brilho vulgar. A penumbra, ténue e incerta, os japoneses sabem-no bem, tem um encanto subtil e discreto: “Não é que tenhamos uma reserva a priori relativamente a tudo o que brilha, mas, a um brilho superficial e gelado, preferimos sempre os reflexos profundos, um pouco velados.” (Junichiro Tanizaki) Recordemos, a propósito, a diferença entre o papel de arroz, com a sua leve rugosidade, as suas nuances de cor, as suas zonas opacas e o nosso papel, que rebrilha com um branco metálico e sem mácula, como que traindo essa obsessão, tão ocidental e por vezes tão perigosa, pela “pureza”.

Casa camponesa no distrito de Chabu, em estilo tradicional.

A maior diferença entre as casas ocidentais e as japonesas é a concepção das divisões. No Japão dividem-se os espaços com shoji ou fusuma, não existindo fechaduras. Shoji é uma divisória de correr, com uma moldura feita de madeira lacada e coberta com janelas de papel de arroz para deixar a luz entrar, ainda que esteja fechada. Existem também as divisórias fusuma, igualmente de correr, feitas de papel muito espesso emoldurado em madeira. Assim, uma divisória shoji ou fusuma é, a um tempo, arquitectura e decoração. As fusuma, por exemplo, são decoradas com pinturas ou caligrafia.

Em primeiro plano, fusuma; em segundo plano, shoji.


Cada divisão pode funcionar como sala de estar, sala de jantar ou quarto de dormir. E basta remover as shoji ou fusuma para se obter uma divisão maior. A casa japonesa é, pois, multi-funcional e extremamente versátil na sua concepção.
Hoje em dia, a maior parte das casas japonesas apresenta uma mistura de quartos com chão de madeira, tatami ou carpete. No entanto, a tradição japonesa é o revestimento do chão com tatami. Tatami são esteiras feitas de uma camada inferior de palha com cerca de 5 cm de espessura, tendo a superfície coberta com uma folha de junco entrançado. Tatami é fresco no verão e ajuda a manter o calor no inverno. Cada tatami tem cerca de 1,8 metro de comprimento e 90 cm de largura. A área de um tatami chama-se jo e é o jo que se usa para falar do tamanho de uma divisão, ou seja, diz-se “O meu quarto tem 8 jo” ou “O meu quarto tem 8 esteiras (tatami)."

Fusuma à esquerda, shoji à direita e tatami no chão.



Um tokonoma é um elemento essencial da casa tradicional japonesa. Consiste numa pequena alcova decorada com um rolo de pintura e pelo menos um ornamento, como um arranjo de flores ou peça esculpida em madeira. No entanto, a pintura ou ornamento, por mais valiosos, não devem atrair o olhar de forma grosseira, quedando mergulhados nessa parte particularmente sombria de uma divisão japonesa. Precede-o um pilar de madeira, por vezes um tronco escassamente trabalhado e preservado na sua original forma sinuosa.

O tokonoma é a alcova à direita.


Junichiro Tanizaki afirmou: “De cada vez que contemplo um tokonoma, essa obra-prima do requinte, fico maravilhado por constatar até que ponto os japoneses souberam utilizar os jogos de luz e sombra. (…) Numa palavra, sem outro suporte para além de simples madeira e paredes nuas, compôs-se um espaço recatado onde os raios de luz que aí deixamos penetrar produzem, aqui e além, recantos vagamente escurecidos. (…) Experimentamos a sensação de que, nesses locais, o ar encerra uma espessura de silêncio, que uma serenidade eternamente inalterável reina nessa escuridão.”



Tokonoma da Miyokian-taian, sukiya de Sen no Rikyu (o maior mestre do chá de sempre) em Kyoto.


As janelas (mado), para além da sua dimensão propriamente utilitária – ventilação, luminosidade, vigilância do jardim exterior – têm uma enorme importância estética. Existem vários tipos de janelas, cada qual adequado a determinadas divisões ou propósitos. A tako-mado, por exemplo, só se encontra na cozinha ou nas instalações sanitárias. Seja na sala de recepção, seja na entrada, a maru-mado, a janela circular, é sobretudo visível no mais belo exemplo da arquitectura tradicional japonesa: a casa de chá – sukiya – essa “estrutura efémera, construída para abrigar um impulso poético.” (Kakuzo Okakura).


Maru-mado da sukiya do Kodaiji.

Mais uma sukiya com maru-mado.


O espírito que preside à construção da sukiya é o wabi, um conceito estético e filosófico polissémico extremamente complexo e de difícil tradução (já o abordei no primeiro post deste blogue). A beleza triste do Outono é wabi. A solidão, a desolação de uma paisagem são wabi. A simplicidade, a sobriedade, a sombra, a recusa de ostentação, é wabi. O sentimento da melancolia é wabi. Assim, o estilo sukiya revela uma profunda afeição pelos materiais naturais e pela assimetria: ”É um domicílio do assimétrico, na medida em que se consagra à adoração do imperfeito, deixando propositadamente algo inacabado para que seja completado pelo jogo da imaginação.” (Kakuzo Okakura).




A chaleira no chão.




O inconfundível estilo sukiya: a materialização do génio estético nipónico.

A sukiya evoca a natureza, a sua imprevisibilidade, mas mantendo, ao mesmo tempo, a harmonia e o equilíbrio. Desde logo, o portão é assimétrico tanto no seu design como na sua posição. O acesso à casa (roji) é encurvado; no caso de ser rectilíneo, será construído em diagonal, impossibilitando a visão da casa para quem se encontra no portão. Este caminho tem geralmente um aspecto informal, de natureza em bruto e com a presença da pedra. Constitui o primeiro estádio da meditação, a primeira quebra com o mundo profano – a sukiya, na sua arquitectura e no seu propósito, a cerimónia do chá, está intimamente ligada ao budismo zen.



Portão de uma sukiya.


A sukiya - onde “a brandura da idade cai sobre tudo” (Kauzo Okakura) - não deve impressionar de forma óbvia. É menor do que as mais pequenas casas japonesas (no estilo puro, a sua dimensão é de quatro tatami e meio) e os seus materiais devem sugerir pobreza, embora refinada. Foi elaborada, no entanto, com mais cuidado e originou mais despesas do que uma mansão de abastados. Os carpinteiros das sukiya formam uma classe aparte, distinta e honrada, entre os demais artesãos.
As linhas exteriores de uma composição sukiya (uma casa inspirada neste estilo) devem ser rectas e contínuas e as aberturas (geralmente shoji) espaçosas, de modo a unificar o espaço interior e o mundo exterior da natureza em redor. Como protecção contra o sol de verão, penduram-se nessas aberturas estores de tabuinhas de bambu fendidas ou de junco. Também podem pender dos beirais do telhado.

Urakuen-joan. Esta sukiya é um tesouro nacional do Japão.


Por baixo dos telhados, é por vezes construída uma varanda-corredor (espaços simultaneamente exteriores e interiores) com chão revestido de madeira ou bambu, para reforçar a ligação do edifício com o exterior. A sensação dos pés nus a caminhar sobre o chão de madeira no verão é inesquecível: um contacto de uma frescura e, simultaneamente, de uma verdade calorosa como só é possível experimentar na própria natureza.


Corredores-varanda no Shugaku-in, em Kyoto.

Tudo, as cores suaves, a luz moderada, deve inspirar neutralidade e sossego. No interior, não se avista uma única peça de mobiliário. O estilo sukiya é um hino ao vazio. Apenas ocuparão o espaço os seres humanos, essas figuras condenadas à transitoriedade. Esse facto realça a importância da construção e do material utilizado. “A beleza de uma divisão japonesa, produzida unicamente por um jogo sobre o grau de opacidade da sombra, dispensa quaisquer acessórios. O ocidental, vendo isso, fica surpreendido com este despojamento e julga tratar-se apenas de paredes cinzentas desprovidas de qualquer ornamento, interpretação perfeitamente legítima do seu ponto de vista, mas que prova que ele não conseguiu desvendar o enigma da sombra.(…) Para nós, essa claridade numa parede, ou antes, essa penumbra, vale por todos os ornamentos do mundo e vê-la não nos cansa nunca.” (Junichiro Tanizaki).



A cor sukiya.

O brilho, o excesso, a ordem previsível, o óbvio, a exibição, choca o espírito japonês. Sentem-se desconfortáveis nas casas ocidentais, onde reina uma claridade crua, onde há excesso de mobiliário e decoração e onde as peças de metal foram polidas à exaustão e reluzem furiosamente: “…amamos as cores e o lustro de um objecto maculado pelo uso, pela fuligem ou pelas intempéries, ou que o parece estar, e viver num edifício, ou no meio de utensílios que possuem esta qualidade, apazigua-nos curiosamente o coração e acalma-nos os nervos.” (Junichiro Tanizaki).



Bibl: Isabel Quelhas de Lima, A Casa Tradicional Japonesa, Ed. Civilização /Kakuzo Okakura, O Livro do Chá, Cotovia /Junichiro Tanizaki, Elogio da Sombra, Relógio de Água/

Fotografias: Japan: Zoom in Travel/Introducing Japan, Kodansha/Japão, O Império do Sol Nascente, Círculo de Leitores./Pictorial Encyclopedia of Japanese Culture, Gakken.

60 comentários:

gdec disse...

GOSTO MUITO E APRENDO MUITO.
OBRIGADO PELA SUA VISITA AO MEU BLOG E TEM RAZÃO. O ESTILO PERSEGUE-ME DESDE MUITO NOVO. NA VERDADE O POEMA "OLHOS DE MAR ALTO" FOI PUBLICADO QUANDO EU TINHA 21 ANOS MAS CREIO QUE FOI FEITO ANTES DE EU COMPLETAR OS VINTE.
A MINHA TEORIA QUANTO AO ESTILO É QUE ELE DIZ MUITO MAIS RESPEITO AO ASSUNTO DO QUE À PESSOA QUE ESCREVE . INFELIZMENTE É ESSENCIALMENTE UMA TEORIA ...
SEU
GERALDES DE CARVALHO

Hellen disse...

ola...
nossa fikei encantada com seu blog... muito lindo.
não vi quase nada ainda mas já virei fã. sou tb uma amante de culturas orientais mesmo não conhecendo muito...e agora arrumei mais uma fonte de pesquisa e gostei muito da maneira que vc coloca as coias aki.
tive vontade de ter uma casa assim...

parabens pelo blog, e pode ter certeza de que essa não será a ultima vez que verá comentarios meus por aki!

Okawa Ryuko disse...

Obrigada! Fico contente por gostar! Pois é, quem não gostaria de uma casa assim?

annabel lee disse...

Gostei imenso do seu blog. Por favor, não deixe de visitar o clube de literatura japonesa http://bungakuuu.blogspot.com

japaotradicional disse...

Excelente post e excelente blog. Parabéns!

Que pena não haverem casas assim cá por Portugal...

Cumprimentos

Pedro Santos
Japão Tradicional.Com

Juliana disse...

Poxa, gostei bastante do seu site, sou estudante de arquitetura e tava procurando material para entender e projetar uma casa em estilo tradicional japonês, seu blog ajudou um bocado, Obrigada.

Baudolino disse...

Fantástica descoberta, este blog!!! Voltarei para aprender mais!

Os CDF's disse...

gostei muito de sua matéria sobre a cultura japonesa pois sou um aficcionado pela arquitetura.
Fico frustrado por não conseguir encontrar plantas ou projetos de telhados estilo oriental!
Gostaria que, se possivel, me indicasse onde posso encontrar tal.

E-mail: a.pope_msf@hotmail.com

Okawa Ryuko disse...

Caro CDF:

Pode ver no final do post sobre as casas japonesas, a indicação do livro da Isabel Quelhas de Lima. Pela maneira como escreve, presumo que é brasileiro. Não sei se o arranjará no Brasil. Eu tenho livros de arquitectura tradicional chinesa, mas comprei-os na China.
Okawa Ryuko.

Febilli disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Edson Godoy disse...

Maravilhoso blog, parabéns. Não sou descendente de japoneses mas amo a Cultura Japonesa e seus preciosos detalhes.

Anónimo disse...

Parabéns pelo blog. Gostei bastante do post sobre a arquitetura japonesa. Muitos dos elementos apresentados podem facilmente ser utilizados por nós ocidentais para deixar o espaço em que vivemos mais harmonioso e agradável de se viver.

Kdm_ disse...

Considerando as datas, tanto da ultima postagem quanto do ultimo comentário, creio que não lerás o que estou escrevendo nesse momento. Apreciei muito a forma como você escreve. Eu gosto de conversar com pessoas interessantes, apreciaria se pudesse entrar em contato caso leia meu comentário, pode fazê-lo visitando meu blog e deixando um comentário, eu com certeza irei retorná-lo.
http://nogirls.zip.net/

wanda disse...

Gostei de tudo que vi e tirei algumas idéias para construir minha nova casa!!!
Pois já sou praticante de bonsai e agora separado irei construir minha propria casa no estilo ao qual sempre sonhei!!!
Todas as fotos seram aproveitadas,
obrigado!!!

kawa Ryuko disse...

Obrigada, wanda. A sua casa vai ficar linda!

dhierllate disse...

gostei muito deste blog,pois sua praticante de uma arte macial,cuja o fundado JIGORO KANO o Judô.Onde pretendo contruir a minha casa e a academia Sol Nascente de judô no brasil com a arquitetura japonesa e esté blog me ajudou muitos ...Parabéns...gostei muito-Dhierllate Ferreira/brasil-bahia

Okawa Ryuko disse...

Obrigada!Boa sorte para o seu projecto!

adriano disse...

Ola, gostei muito do blog.. estou de mudança e gostaria de sabe se poderia me aconselhar algumas coisas para eu iniciar, vou mudar para um apartamento convencional só que gostaria de fazer i interior dele totalmente oriental, mais ainda não sei por onde começar. gostaria de algumas dicas...

Gto.

Adriano

Okawa Ryuko disse...

Olá. Não sou a pessoa indicada. O melhor é procurar na net. Boa sorte!

alexandre.ronin disse...

Parabéns. Gostei muito da forma como vc coloca as informações, agregando poesia. É realmente um prazer passear pelas fotos e textos de seu blog.

Okawa Ryuko disse...

Doumo arigatou, Alexandre Ronin!
Okawa Ryuko

Os MeLhOrEs AnImEs disse...

Muito bom seu blog,se der visite o meu.http://todosanimes.blogspot.com/ voltarei pra ler mais materias.abraços.

Anónimo disse...

oi, adorei conhecer um pouco + sobre culturas diferentes
+ eu gostaria de saber como podemos usar a matematica na construção de casas do oriente.
se puder me ajudar me envie por email: thayna.fr@hotmail.com
desde já agradeço.

okawa ryuko disse...

Receio não poder ajudar.

Eliane Weber disse...

Seu blog é lindo! Muito bem escrito, com riqueza de detalhes, fiquei encantada!
Quero fazer uma divisória na minha casa em estilo japonês, foi então que encontrei seu blog.
Um abraço!
Eliane Weber

Okawa Ryuko disse...

Obrigada, Eliane!
Okawa Ryuko

Anónimo disse...

olá adorei o blog..bem n e preciso eu tb dizer pela quantidade de comentários!!olha estou a pesquisar sobre arquitectura japonesa quer tradicional quer contemporânea estou à procura do fascínio imaterial q eles têm na construção do espaço através da sombra!Será q m podes ajudar?... e gostava de poder trocar umas informações se não te importares pachecosofia@hotmail.com

Okawa Ryuko disse...

Obrigada! Aconselho-te a ler O Elogio da Sombra doJunichiro Tanizaki, publicado pela Relógio d'Água. Boa sorte!
Ogawa Ryuko

Anónimo disse...

Esqueceste que o destaque ao telhado refere-se a "MONTANHA SAGRADA" que por sua vez esta ligada ao BUDISMO, precisamente as Stupas, que sao antigos templos budistas, tambem lugar de convivio e especie de museu, onde se guardavam reliquias sagradas.

Anónimo disse...

Esqueceste que o destaque ao telhado refere-se a "MONTANHA SAGRADA" que por sua vez esta ligada ao BUDISMO, precisamente as Stupas, que sao antigos templos budistas, tambem lugar de convivio e especie de museu, onde se guardavam reliquias sagradas.

Vinicius disse...

por favor...onde posso encontrar shoji e fusuma no brasil?
onde posso comprar?

Okawa Ryuko disse...

Não faço a mínima ideia. Nem sequer sou brasileira, sou portuguesa.

Anónimo disse...

Brigada gosteido seu blog ! e acho mt bm! deverias por mais informaçãoes no seu blog okey?

Okawa Ryuko disse...

Obrigada!

Artsandra disse...

Maravilhoso!!! Excelente!!!Gosto muito da cultura japonesa. E voce retrata muito bem. Saudações!!!

www.japonmonamour.blogspot.com disse...

Obrigada, Artsandra!
Okawa Ryuko

Bossa Nova Bar disse...

Okawa san, ohayou gozaimasu!

Totemo ii blog desu! Dai suki desu!

Gambate, ne!

Deborah Oliveira

Bossa Nova Bar disse...

Okawa san, ohayou gozaimasu!

Totemo ii blog desu! Dai suki desu!

Gambate, ne!

Deborah Oliveira

Okawa Ryuko disse...

Arigatou, Debora-san. Ganbarimasu.

Murici disse...

rapaiz que site incrível que vc tem aqui, por mais estranho que pareça muito do que vc diz aqui é extremamente difícil de se encontrar...Digo isso por se tratar de uma cultura tão antiga e tanta gente que veio de lá pra cá e mesmo assim poucos sabem realmente sequer apreciar tal beleza e tal arte.
Ou se o sabem não querem compartilhar isso de uma forma abrangente...

Okawa Ryuko disse...

Boa tarde! Muito obrigada pelo seu entusiástico comentário. Não sou um rapaz e também não 'vim de lá para cá'. Provavelmente refere-se aos japoneses que foram para o Brasil. Mas eu sou portuguesa! Obrigada, fico muito feliz por ter gostado e partilhar da minha adoração pela nação japonesa!

ANM disse...

lindo post, muito informativo mesmo, ainda que um pouco ufanista (justificável pelas fontes).


"O brilho, o excesso, a ordem previsível, o óbvio, a exibição, choca o espírito japonês." - meia-verdade né, pq a cultura pop deles é uma espécie de revolta contra esse espírito zen, assim como o paganismo da nossa contra a moral cristã.

Belo blog e obrigado pelo post, me ajudou muito em um projeto de graduação (arquitetura) que estou fazendo.

Okawa Ryuko disse...

Obrigada. sim, mas a cultura pop é um fenómeno recente e de influência ocidental (embora 'niponizado', como fazem sempre os japoneses). Só o tempo dirá da sua importância. Felizmente, já começaram a aparecer grupos de jovens que se organizaram para combater o espírito 'kawaii'...
Espero que tire uma boa nota no seu trabalho de arquitectura!

Victor Hugo disse...

Ryuko-san,


Sou antropólogo especializado na área de Estudos Japoneses. Cheguei a morar no Japão há alguns anos como pesquisador e devo retornar ao país em breve para conduzir outra pesquisa de campo.

Só gostaria de dizer que adorei o seu blog e artigos. O estilo da escrita, as fotografias e o uso de referências bibliográficas para lá de especiais foram os fatores que atraíram a minha atenção. Parabéns! Gostaria de lhe perguntar, por questões profissionais, se poderíamos manter contato.

Abraços,

Victor Hugo

Okawa Ryuko disse...

Vitor Hugo:

Muito obrigada pelas suas palavras! Fico contente por ter gostado.Por causa do nome que uso nos blog, Okawa Ryuko, há pessoas que julgam que sou japonesa. Mas não, sou portuguesa. E, embora tenha esudado japonês, ido várias vezes ao Japão e tenha grande interesse na cultura japonesa, não me dedico profissionalmente a isso. No entanto, se desejar, podemos manter contacto pelo Facebook. Está no Facebook?

Victor Hugo disse...

Olá Ryuko-san,

Tudo bem? Fico feliz com a sua resposta (rs, imaginei que fosse portuguesa mesmo). Indiquei esse texto para dois arquitetos que trabalham com elementos da cultura japonesa (uma delas, inclusive, é nikkei) e ambos gostaram do artigo.

Por favor, se possível, me adicione ao Facebook então (assino como Victor Hugo Kebbe por lá).

Abraços,

Victor Hugo

Cesar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cesar disse...


Olá! Meu nome é Cesar e sou Designer de Interiores. Adorei tudo que vi aqui, parabéns!

Se puder me ajudar, queria saber se existe, no Brasil, empresas ou profissionais que construam residências no estilo japonês.

Meu e-mail é: mcsdesign@hotmail.com

Obrigado!

Cesar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Okawa Ryuko disse...

César, não lhe sei responder pois não sou brasileira nem vivo no Brasil.

Patricia Maria disse...

Amei as casas japonesas são lindas, simples e puras... Tô amando cada vez mais o Japão! *-* Parabéns pela postagem amei arigatou por postar ela pra gente ver! Sayõnara! ·.~

Okawa Ryuko disse...

Obrigada, Patrícia!

Marilia Kubota disse...

Okawasan, gostei muito desse artigo e seu blogue em geral. Poderia reproduzir o artigo na revista MEMAI - www.memai.com.br ?

um abraço !

Okawa Ryuko disse...

Marília Kubota-san,claro que sim! Muito obrigada! Não conhecia a revista Memai, é óptima. Arigatou gozaimasu!

Marilia Kubota disse...

Ryuko, por favor, escreva para editojornalmemai@gmail.com. Vou publicar seu artigo essa semana. Obrigada,

Francys M.G disse...

Venho aqui a lhe parabenizar pelo Blog pois já ando procurando a algum tempo sobre esse assunto confesso-lhe que não é uma tema fácil de se encontrar.
Sou estudante de Arquitetura e minha grande paixão é a cultura japonesa especialmente sua arquitetura pois é a qual eu me identifico.
Fiquei maravilhado em conhecer mais sobre as casas de chá!
Certamente suas informações me ajudaram muito.Continue com esse trabalho maravilhoso que sem sombra de duvida me encantou e também a muitos outros!

Parabéns!

Francys M Gomes
Estudante de Arquitetura

Francys M.G disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Okawa Ryuko disse...

Muito obrigada, Francys.Este post foi publicado numa revista brasileira online sobre cultura japonesa, chamada MEMAI.

Andrew Costa disse...

Suadacoes a Todos
Eu sou Brasileiro vivo e Trabalho aqui no Japao em Demolicao de casas
Eu a principio digo que dentro em pouco estas casas Belissimas , antigas e que deveriam ser tombadas pelo patrimonio Historico estas csas estao desaparcendo pois 70% estao nas maos de Pessoas Idosas como todos sabem a maioria da populacao a qui no japao passa de 70 anos facilmente mas devido aos desastres natural e em algumas vezes temperaturas elevads acima d e 23~ 30 graus ja E suficiente para matar alguns idosos japones nao suporta calor
entao eu com este trabalho d demolicao as vezes temos em maos casas realmntes lindas e algumas casas bem antigas ainda mostram madeiras em forma de serem usadas em construcoes mais leves ou mesmo como na confeccao de outros tipos de revestimentos etc...
E nao E so isso sem falar no Patrimonio Historico pois muitas das vezes encontramos casas com toda mobilia e documentacao joias etc fotografias do tempo da Guerra que deveriam ser entregues a Meseus etc... mas da pena so de falar E realmente um tesouro que jogamos fora todos os dias
so a empresa em que trabalho destroi por anos uma emdia de 250~600 casas e segundo um censo de 2013 teriam sido demolidos no japao por volta de 80.000 casas em 1 ano
E isto pode ser verdade pois alem de trabalhar em demolicao eu posso Observar tods os dias novas casas sendo construidas todos os dias normalmentes estas casas pre fabricadas levam em media 30 dias chave na mao ou seja
em 30 dias voce tem suas casa com todos os sistemas funcionado so falta trasr a mobilia e alimentos
esas casas novas sao adquiridas na Polonia finladia
romania ou mesmo canada ou Ameica mas sao processadas na China e depois enviadas para o japao
na chna uma cas pre fabricada sai em volta de uns 3.000 $ dolares pre fabricadas 2 ^3 andares por andar seriam 40 m2
sem terrenos em volta pois flata espaco aqui em Tokyo nao flao de outras cidades
perdendo ai o Brasil este mercado ainda bem assim a amazonia dura um pouco mais
ja na demolicao poderiam ser aproveitados portas janelas acessorios de fechamentos/aberturas vasos sanitarios que praticamente sao de luxos e naos e quebram a toa
vidros em geral ar condiconados
alem de pisos algumas evzes podem s er salvos se aplicados em espacos emnosres basta um estudo ...
entao se desejarem saber mais sobre japao ou mesmo adquirir livros de arquiteturas designs revitas eou fotografias
posso postar aqui ou no meu blog
ou indicar sites japoneses para que acesssem
podem entrar no site da Daiwa house ou da toto sanitary ware ou da INA sanitary
ware
fico por aqui e abracos em todos
Para voces terem uma ideia:
para a demolicao um edificio de 30 andares leva em torno de 2 meses para ser demolidos
e sem sujeira e sem baraulhos alem do permitido sao demolidos andares por andares numa velocidade fantasticas
a maioria dos edificios altos do japao tem amortecedores/Molas/amortecedores controladas por computadores e por ai vai.... e a maioria dos novos ou velhos edificios sa interligados com as metropolitas metro ou seja voce sai de sua casa desce de escada ou de elevador ou memso no memso nivel e dai ja esta dentro do metro sem ter de pegar chuvas alguns metros subterraneos tem quase a extensao de 1 kilometro ou vai abaixo da terra em varios andares formando assim um verdadeiro BUNKER... coisa Incrivel shoppin cinemas, bares, etc....fuiiiiiiiiiiiiii

Okawa Ryuko disse...

Obrigada, Andrew Costa, por tudo quanto nos ensinou, por toda a informação que disponibilizou, pela divulgação dos interessantes pormenores do seu trabalho no Japão.Felicidades!